Um projeto de lei propondo mudanças radicais no programa de vistos H1-B, que permite que trabalhadores qualificados de outros países sejam empregados nos EUA, foi reintroduzido no Congresso por dois legisladores que afirmam que as medidas iriam reprimir abusos, que eles afirmam acontecer.

O projeto, entre outras coisas, aumenta o salário mínimo de quem recebe o visto H-1B para US$ 100,000 por ano e elimina a isenção de cota para profissionais com mestrado.

A legislação, os seus criadores argumentam, ajudará a reprimir o abuso e garantir que empregos permaneçam disponíveis para os melhores e mais brilhantes talentos de todo o mundo. Várias empresas, como Disney, SoCal Edison e outras – terem sido investigadas por abusos no programa.

“O controle do abuso do sistema H1-B protegerá os empregos americanos e ajudará a garantir que os vistos estejam disponíveis para os inovadores que precisam deles para manter uma força de trabalho competitiva”, disse o congressista Scott Peter.

A reforma das leis de imigração é um princípio central do governo do presidente Donald Trump, que quer estimular as empresas a investirem e contratarem mais nos Estados Unidos e não offshore.

A Administração de Trump já fez uma série de propostas para alterar as regras do H1B. Se aprovado pelo Congresso as mudanças poderão entrar em vigor já no próximo ano fiscal.