O presidente da Câmara, o republicano Paul Ryan decidiu retirar de apreciação o projeto de reforma da saúde que substituiria o Obamacare depois que o seu partido não conseguiu apoio suficiente.

“Chegamos muito perto”, disse Ryan. “Mas não chegamos a um consenso hoje”, afirmou, acrescentando que “isso não é o fim da história”. “Chegaremos lá, mas não chegamos lá hoje”, disse. Ryan não disse quando a lei deverá ir para votação. “Nós vamos conviver com o Obamacare no futuro próximo. Não sei quanto tempo levará para nós substituirmos essa lei.

Em um curto período de tempo desde a posse do presidente Trump, os republicanos apresentaram a chamada “American Health Care Act”, a proposta para reformar o sistema de saúde e substituir o Obamacare. O plano recebeu muitas críticas tanto de democratas, quanto da ala mais liberal e mais conservadora do partido republicano. Os mais liberais estavam preocupados com a possiblidade do novo plano deixar sem cobertura mais de 24 milhões de pessoas; enquanto os mais conservadores acharam que o plano não revogava o Obamacare por completo, mas apenas mudava partes da lei.

As ações principais da proposta continha:

Suspensão dos subsídios baseados em renda: As pessoas que qualificam para o Obamacare recebem subsídios do governo baseados no valor da sua renda. Indivíduos que ganham mais de $47,500 e famílias que recebem mais de $97,200 anualmente não qualificam para receber nenhuma ajuda. Esse grupo ficou completamente excluído da reforma da era Obama.

Adoção de subsídios baseados em idade: Os republicanos propunham que a partir de 2020 o crédito concedido fosse baseado na idade dos beneficiários, e não mais na renda.

Revogação da obrigatoriedade em adquirir plano de saúde: os republicanos queriam cancelar a obrigatoriedade da cobertura de saúde tanto para indivíduos como para empresas. O Obamacare impõem penalidades às pessoas que não têm plano de saúde e às empresas com o mínimo de 50 funcionários que não oferecem seguro de saúde a eles.

Congelamento do Medicaid: O projeto de lei previa o congelamento das inscrições na extensão do programa Medicaid, estabelecido pelo Obamacare, que possibilitou o acesso à assistência médica a mais de 11 milhões de pessoas de baixa renda. De outro modo, essas pessoas não teriam acesso aos planos de saúde.

Enquanto um novo plano é projetado, o Obamacare permanece para alegria de uns e tristeza de outros.