Sábado, 2 de setembro a partir das 11 horas a Little Brazil (entre a 5ª e 6ª Avenidas) será fechada para o “Esquenta do Brazilian Day”. O evento tem por objetivo mostrar um pouco mais da cultura brasileira, além da música, o destaque do grande festival de domingo.

Neste primeiro ano, os destaques são a capoeira e maculelê, artes comuns do estado da Bahia, embora bastante conhecidas em todo país, e o samba, originário do estado do Rio de Janeiro, mas símbolo da cultura brasileira no mundo inteiro.

Jelon Vieira e Carlos Oliveira, organizadores do evento ao lado do fundador do BR Day de Nova York, João de Matos, estão programando uma festa que vai agradar não somente aos brasileiros saudosos de casa, mas também aos estrangeiros que amam o Brasil e adoram aprender sobre as nossas tradições.

Jelon Vieira, mestre de capoeira e coreógrafo, está planejando apresentações de capoeira e maculelê interativas. Isto é, o mestre está convidando o público a participar e aprender na prática sobre essas duas manifestações que representam tanto o Brasil.

“A comunidade está convidada a participar das aulas. Para o Maculelê, quem quiser pode trazer a grima”, convida Vieira, referindo-se aos dois bastões usados na manifestação, com os quais os participantes desferem a aparam golpes no ritmo da música.

Vieira, um baiano que há 42 anos está radicado nos Estados Unidos, é um dos mestres de capoeira mais bem reconhecidos na atualidade. Foi ele quem há 30 anos trouxe a arte de ensinar capoeira para os Estados Unidos. Ele é fundador da Capoeira Luanda, grupo que além de fazer apresentações em vários países, também ensina capoeira e outros elementos da cultura brasileira nas escolas públicas de Nova York.

O mestre é também fundador e coreógrafo da DanceBrazil, uma companhia de dança contemporânea que faz performances e workshops no mundo inteiro.

O talento e a experiência de Vieira lhe renderam várias homenagens. Ele recebeu da Casa Branca o prêmio “Tesouro Nacional”, está listado no grupo Smithsonian como um dos artistas de destaque da arte folclórica e também como um dos 100 brasileiros mais influentes nos Estados Unidos pela revista Forbes.

Com todo esse ‘background’, não há dúvida que Vieira está com uma programação animada para o Sábado.

“O Esquenta do Brazilian Day é uma coisa nova; e por ser algo novo, minha expectativa é que não somente brasileiros venham prestigiar, mas também outros povos venham apoiar e participar”, diz. “E eu espero que esse seja apenas o primeiro de muitos outros ‘Esquenta’, que vão mostrar outros elementos da nossa cultura”, completa.

Mas as atrações não ficam por aí. O samba vai transformar a manhã de quem passa pela Times Square no Sábado. Um desfile de uma bateria de escola de samba se concentra no local às 11 horas e parte em direção a Rua 46, carregando quem quiser ir junto. Passistas e um casal de mestre-sala e porta-bandeira pretendem transformar as ruas de Nova York num verdadeiro sambódromo.

Por trás desse carnaval fora de época está Carlos Oliveira, músico percussionista fundador da Brazilian Council on Samba, organização cuja missão é apoiar artistas e organizações a representar e promover a história e cultura do samba.

Oliveira é um carioca com formação musical nos blocos afros e nas escolas de samba do Rio de Janeiro. Atualmente vivendo em Nova York, ele comanda um grupo de mulheres percussionistas, a quem ensina gratuitamente todos os domingos, num estúdio em Manhattan.

Interessados em participar podem enviar e-mail para info@braziliancouncilonsamba.org.

Trabalhando em conjunto com a New York Samba School e outros profissionais da área, Oliveira espera mostrar no “Esquenta” os elementos típicos do samba tradicional do Rio de Janeiro. Para ele, a ideia de fazer uma festa como essa na véspera do BR Day foi mais uma grande iniciativa do fundador do evento:

“Eu espero que cresça e que a gente possa mostrar outras vertentes do samba, ampliando a visão do que é samba”, torce ele.

O Esquenta do Brazilian Day é um evento gratuito. Para mais informações, visite o website: www.brazilianday.com