Neste artigo vamos compartilhar com vocês algumas verdades sobre novas formas de “Produzir uma Renda” nos Estados Unidos e que para identificar essa nova onda ou tendência, os americanos passaram a associar o nome “access economy” or “sharing economy”. A revista americana The Economist sobre finanças, negócios e política, poucos anos atrás descreveu esta tendência como um “boom que assinala uma nova etapa marcante e de transformação profunda”.

O fato é que os primeiros usos de smartphones e plataformas para prover trabalho e serviços em uma variedade de novas formas veio desafiar muitos dos pressupostos fundamentais do capitalismo do século 20, da natureza da empresa à estrutura das carreiras.

Os termos “Sharing Economy” ou “Access Economy” pode ter varios sinônimos: capitalismo baseado em tecnologia, partilha de mercados, consumo colaborativo, economia de acesso, economia colaborativa, e mesmo, “1099 economia” que esta mais familiar para os próprios americanos. Na sua forma mais simples, a econonia de acesso é composta por centenas de plataformas on-line que permitem às pessoas transformar periodos inativos ou improdutivos em geradores de renda usando casas, carros, pontos de estacionamento, roupas, itens de consumo, animais de estimação, passatempos, etc.

Em outras palavras, é a atividade econômica que envolve indivíduos que compram ou vendem acesso, geralmente temporário, de bens ou serviços, especialmente mediado através de uma organização ou empresa on-line. Como resultado, a economia de acesso tem sido um grande disruptor às indústrias tradicionais, como por exemplo, as indústrias automobilística e imobiliária entre outras. Uma das principais razões para este “incômodo” de grandes empresas tem sido a facilidade de acesso a mercados, uma vez normalmente controladas por grandes corporações.

Entre algumas das principais empresas participantes dessa nova onda se inclue AirBnb, Uber, Lift, LendingClub, Task-Rabbit e Postmates, entre outros.

Essas empresas que abraçaram esse sistema entendem que os consumidores estão muito mais interessados em minimizar os custos e aumentar a conveniência do que lidar com formas e marcas tradicionais de mercado. Em muitos casos, os consumidores não estão tão interessados no aspecto colaborativo, mas na relação custo-benefício. Na nova economia de accesso estas plataformas agem como intermediárias entre consumidores e prestadores de serviço. As pessoas que prestam estes serviços, em muitos aspectos, são empresários ou microempresários. Eles são automomos, mais independentes e livres e um pouco mais competentes, economicamente falando.

A economia de accesso é a mudança fundamental de um princípio de es-cassez para um princípio de abundância, e como podemos capitalizar com essa abundância. Cerca de 1 em cada 5 americanos já fizeram uma transação para se enquadrar nessa economia de accesso. Destes, 86% afirmaram que a economia de acesso torna a vida deles mais acessível. Poder se livrar de encarar sistemas e empresas tradicionais tem sido ótimo para esses novos “microempresários”. Isso gera novos mercados e faz mudar a mentalidade.

A economia de acesso transforma milhões de pessoas em microempresários que podem usar diferentes plataformas para ganhar dinheiro. E ainda, utilizando tempo parcial ou integral em diferentes formas. Por exemplo, alguém com um emprego integral, ainda que trabalhe o dia inteiro, pode alugar todo o seu apartamento ou apenas um quarto usando Airbnb. Por outro lado, outra pessoa pode usar parcialmente seu tempo livre para usar o seu carro e fazer dinheiro com Uber ou Lyft. O fato é que esta nova onda tem feito brotar uma nova perspectiva para os candidatos a “proprietário de micro-negócios”. Você pode transformar seus bens e/ou seu tempo e/ou sua criatividade em fluxos de renda.

LINDENBERG JUNIOR
Jornalista, escritor e editor
www.kisuccess.com
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