As Aventuras de Tom Saywer é narrado em terceira pessoa, muito bem escrito e fluido. Mark Twain preza pela simplicidade o que deixa tudo bem fácil de compreender, levando-se em conta que é um livro infanto-juvenil. O autor deixa claro a inocência e ingenuidade dos personagens, principalmente de Tom Saywer, algo que define bem a história, pois o protagonista apesar de apresentar algumas atitudes e condutas “cruéis”, na verdade é um garoto de bom coração. Essa inocência que está presente no enredo não é algo que possa ser encontrada facilmente nos livros voltados para as crianças e adolescentes atualmente, isso fica claro pelas brincadeiras de Tom e seus amigos, algo que demonstra a realidade pobre dos garotos, a inexistência de brinquedos, onde tudo se resumia a criatividade dos garotos em se aproveitarem do imaginário ou das coisas que os cercavam. Mark Twain ainda abre espaço para criticar a ganância e a hipocrisia que estão presentes no ser humano. Mas também é muito bacana ver a inocência explicita das crianças que permeia toda a história.

Seja o personagem principal ou os secundários, Twain nos mostra como era bom, inocente e saudável as brincadeiras das crianças e adolescentes daquela época. O amor, a camaradagem, o espirito de aventura e o caráter são explicitamente utilizados para dar valores As Aventuras de Tom Saywer. Obviamente, como disse antes, a parte falha do ser humano também é explorada para mostrar que nem tudo são flores, mas isso também, de certa forma, só fortalece a mensagem de bondade, amizade e amor que é passada nessa ótima história. Não tem como não dizer que As Aventuras de Tom Saywer, um clássico absoluta da literatura infanto-juvenil, é um livro IMPERDÍVEL e, todos deveriam ler!

Sobre o Autor: Samuel Langhorn Clemens, conhecido como Mark Twain, nasceu na Florida, no dia 30 de novembro de 1835. Twain foi um escritor estadunidense e cresceu às margens do rio Mississipi. Ele foi um aventureiro e utilizou da suas próprias experiências pessoais como inspiração para escrever seus livros e ensaios. Aos doze anos Mark perdeu seu pai e largou os estudos para começar a trabalhar como aprendiz de topógrafo numa editora, foi lá que começou a escrever os seus primeiros artigos jornalísticos.

Jeffa Koontz
Crítico Literário
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