Era uma vez alguns engenheiros que resolveram mudar o rumo da história. Pensando em uma maneira de tornar a comunicação mais eficiente e fácil, eles tiveram a brilhante ideia de criar um sistema que fosse capaz de efetuar a comunicação entre telefones sem fio. A ideia não era nada ruim, porém a tecnologia da época não ajudava muito. Tudo começou no ano de 1947, contudo as ideias não foram muito além da teoria e de pouca prática.

A real história do telefone móvel, também conhecido como celular, começou em 1973, quando foi efetuada a primeira chamada de um telefone móvel para um telefone fixo. Foi a partir de Abril de 1973 que todas as teorias comprovaram que o celular funcionava perfeitamente, e que a rede de telefonia celular sugerida em 1947 foi projetada de maneira correta. Este foi um momento não muito conhecido, mas certamente foi um fato marcado para sempre e que mudou totalmente a história do mundo.

Várias fabricantes fizeram testes entre o ano de 1947 e 1973, contudo a primeira empresa que mostrou um aparelho funcionando foi a Motorola. O nome do aparelho era DynaTAC e não estava a venda ao público (era somente um protótipo). O primeiro modelo que foi liberado comercialmente nos EUA (alguns outros países já haviam recebido aparelhos de outras marcas) foi o Motorola DynaTAC 8000x, isso ainda no ano de 1983, ou seja, dez anos após o primeiro teste realizado.

A primeira geração da telefonia celular se iniciava com celulares não tão portáteis, tanto que a maioria era desenvolvida para instalação em carros. A maioria dos celulares pesava em média 1kg (sim, você leu certo) e tinha dimensões absurdas de quase 30 centímetros de altura.

Claro, isso era apenas o começo, sendo que a tendência era a redução no tamanho físico e o aumento de funções. O preço dos celulares evidentemente era astronômico, até porque, nem todo mundo tinha um carro para poder carregar estes “trambolhos”.

A 2ª geração estava chegando

Logo no início da década de 90, as fabricantes já estavam prontas para lançar novos aparelhos, com um tamanho aceitável e um peso que não prejudicasse a coluna de ninguém. A 2ª geração não traria apenas novos aparelhos, todavia também iria aderir a novos padrões de comunicação. Três tecnologias principais iriam imperar nesta época, eram elas: TDMA, CDMA e GSM. A 2ª geração da telefonia móvel durou até a virada do milênio (talvez um pouco antes ou depois) e trouxe várias novidades, incluindo algumas que citaremos logo abaixo.

Falar pra quê? Envie uma SMS

Um recurso indispensável para muitas pessoas é o serviço de mensagem de texto (SMS). Poucos sabem, mas a primeira mensagem de texto foi enviada no ano de 1993, através de uma operadora da Finlândia. No Brasil demorou muito para chegar “toda” essa tecnologia, afinal, as operadoras brasileiras ainda estavam pensando em instalar telefones fixos para os clientes.

As mensagens de texto não eram grande coisa na época, porque eram limitadas a poucos caracteres e não permitiam a utilização de acentos ou caracteres especiais. Além disso, era difícil você poder utilizar o serviço de SMS, porque era necessário que, além do seu celular, o do destinatário fosse compatível com a tecnologia. Os celulares capazes de enviar mensagens de texto geralmente vinham equipados com um teclado alfanumérico, afinal, o aparelho deveria compreender letras além de números.

Novos serviços para atrair a clientela

Os celulares traziam campainhas um tanto irritantes, entretanto com o avanço da tecnologia nas operadoras e nos aparelhos, os ringtones monofônicos, e polifônicos, personalizados começaram a aparecer, fator que fez as pessoas, no Brasil, gastarem “rios” de dinheiro só para ter o hino do querido time como toque.

Hora de introduzir um pouco de cores

Sem dúvida, tudo estava o máximo para os consumidores, mas ainda faltava algo para que o celular ficasse completo: eram as cores. Os aparelhos com dispositivos monocromáticos simplesmente não transmitiam tudo o que nossos olhos podiam perceber. Logo as fabricantes introduziram visores com escalas de cinza, recurso que permitia distinguir imagens. Apesar disso, ninguém estava satisfeito, porque tudo parecia muito irreal.

Quando apareceu o primeiro celular com quatro mil cores, as pessoas pensavam que estava acabando o mundo, porque era uma tecnologia incrível para um aparelho tão pequeno. Não demorou muito para que os aparelhos ganhassem displays de incríveis 64 mil cores e logo apareceram os visores com até 256 mil cores — as imagens já pareciam reais e não havia como perceber a falta de cores. Obviamente, a evolução não parou e hoje os aparelhos possuem 16 milhões de cores, um recurso que é fundamental em aparelhos de alta resolução.

Mensagens multimídia e internet, um grande avanço…

Com a possibilidade de visualizar imagens coloridas, não demorou nada para que os celulares ganhassem o recurso das mensagens multimídia, famosas MMS. As mensagens multimídia, a princípio, seriam úteis para enviar imagens para outros contatos, contudo, com a evolução do serviço, a MMS tornou-se um serviço que suporta até o envio de vídeos, é quase como enviar um email.

O que todos queriam, finalmente estava disponível nos celulares: a internet. Evidentemente, a internet que era acessada através de um celular não era nada parecida com aquela que as pessoas utilizavam nos computadores, no entanto, isso deveria evoluir muito em breve. Era necessário que os portais criassem páginas próprias para celular (as chamadas páginas WAP), com conteúdo reduzido e poucos detalhes.

A 3ª geração se aproxima

Ao mesmo tempo em que as operadoras de telefonia móvel foram implementando novos serviços, as fabricantes não paravam de inovar em funções nos aparelhos. Você acabou de ler todas as características que os celulares 2G tinham, mas ainda falta saber os detalhes que a geração intermediária trouxe. Ainda que não anunciada oficialmente, a geração 2,5G foi marcada por um aumento significativo na velocidade de acesso a internet, pelas novas características dos aparelhos e claro, por apresentar um novo conceito de celular aos usuários.

Câmera para imagens e vídeo

A implementação de uma câmera num celular foi muito revolucionário, mas até hoje é difícil encontrar algum aparelho que traga uma câmera de boa qualidade, ou pelo menos, que consiga resultados aceitáveis em qualquer situação. Na verdade, é bem óbvio que os celulares não tragam câmeras profissionais, afinal, não há lógica em um aparelho que tem como função principal a comunicação, possuir uma câmera melhor do que as comuns.

Os fabricantes vêm introduzindo tecnologia de ponta nos últimos aparelhos, tanto que alguns modelos, como o Samsung i8910 Omnia HD já são capazes de gravar vídeo com resolução em alta definição e com uma taxa de quadros aceitável (30 fps). Como senão bastasse esse aparelhinho possui uma tecnologia para detectar rostos (e sorrisos), tudo com a incrível câmera de 8 MP (Megapixels) que ainda conta com flash.

MP3 dispensa o uso de outros gadgets

Hoje em dia é comum os celulares possuírem suporte a reprodução de arquivos MP3, contudo, um dia isso já foi um grande luxo. Havia uma época em que esses arquivos nem existiam e as fabricantes de aparelho já cogitavam a ideia de incluir o suporte a reprodução de músicas. Demorou a chegar, mas a função MP3 tornou-se um dos maiores atrativos nos celulares, porque simplesmente o consumidor gosta de possuir várias funções em um único aparelho.

Evidentemente algumas empresas não se restringiram a reprodução de arquivos MP3 e por isso adicionaram suporte a reprodução de outros tipos de arquivos de áudio, como o ACC e o WMA. Claro, também é impossível não lembrar de fabricantes que se deram ao luxo de adicionar equalizador, suporte a listas de reprodução, visualizações e a incrível capacidade de transmitir áudio para dois ou mais fones de ouvido.

Eles se tornaram inteligentes

Atualmente não se fala muito em celular, porque o assunto da vez são os Smartphones. O termo smartphone foi adotado devido à utilização de um sistema operacional nos celulares. Claro que essa capacidade está restrita a um pequeno número de aparelhos, porém, a tendência é que cada vez mais as fabricantes in-vistam na criação deste tipo de celular.

Além do sistema operacional, uma maioria de smartphones traz rede sem fio (wi-fi), uma câmera de qualidade razoável (geralmente o mínimo é 2 MP), Bluetooth (alguns aparelhos não são compatíveis com a tecnologia AD2P), memória interna com muito espaço, ou espaço para cartão externo, funções aprimoradas (como a reprodução de arquivos que necessitem codecs, ou a compatibilidade com documentos do Microsoft Office), suporte a redes 3G e muito mais.

Os sistemas operacionais dos aparelhos variam muito, porque cada fabricante coloca um sistema diferente. Os principais são: Symbian e Windows Mobile (o iPhone utiliza o MAC OS X). Fonte: www.tecmundo.com.br, por Fabio Jordão

Os 10 anos do IPhone

“Steve havia dito de maneira enfática que tudo era supersecreto. E que demitiria sumariamente quem revelasse segredos. Eu estava suando em bicas.” É assim que Tony Fadell descreve seu desespero ao buscar uma explicação para dar a Steve Jobs, o então todo-poderoso dono da Apple.

Fadell simplesmente havia perdido o protótipo do que se tornaria um dos mais bem-sucedidos produtos tecnológicos de todos os tempos – o iPhone, cujo lançamento completou 10 anos.

Ele acabara de sair de um avião e, quando checou os bolsos… nada.

“Na minha cabeça, imaginei todos os cenários possíveis para o que poderia acontecer. Nenhum deles terminava bem”, conta hoje.

Após duas horas, porém, houve uma imensa sensação de alívio, graças aos esforços de uma “equipe de buscas” que não sabia o que estavam procurava.

“(O protótipo) tinha caído do meu bolso e se alojou entre os assentos”.

Em apenas alguns meses, o mundo saberia sobre o novo aparelho, mas não do susto pelo qual passou o inventor e designer Fadell, um dos responsáveis pelo desenvolvimento do iPhone e de outro produto icônico da Apple – o tocador de arquivos de áudio iPod.

Apelidado por experts em tecnologia como um dos “padrinhos do iPod”, Fadell deixou a Apple em 2010 e fundou a Nest, empresa de tecnologia doméstica inteligente que hoje é parte do portfólio da Alphabet, a empresa dona do Google.

Enquanto seu competidor mais direto, a Microsoft, estava tentando fazer um PC caber em um telefone, a Apple vislumbrava uma

sofisticação do iPod.

Outra divisão da Apple tinha começado a desenvolver um computador usando uma tela sensível ao toque. Era um projeto secreto, mas Jobs o apresentou para Fadell.

“Era do tamanho de uma mesa de ping-pong. Steve me mostrou e disse que queria ver essa tela em um iPod.”

A Apple tinha algum dos melhores “cérebros” do mundo da tecnologia pessoal, mas até aquele ponto ainda não tinha feito telefones.

Logo na primeira etapa, em uma visita a um fabricante em Malmo, na Suécia, a equipe da Apple teve seus pertences furtados de um carro enquanto jantavam em um restaurante da cidade. Mas poucos segredos foram perdidos, e o time voltou para os EUA cheio de ideias na cabeça.

Jobs, tinha decidido usar uma tela sensível ao toque, e ficou irritado com as ideias contrárias que criou uma política contundente em relação às pessoas que defendiam um teclado tradicional no telefone:

“Até que vocês concordem comigo, nenhum de vocês voltará para esta sala. Se vocês não quiserem estar na equipe, saiam da equipe”, foi o que teria dito aos opositores, segundo Fadell. E a discórdia logo terminou.

Desde o início do projeto, Jobs tinha deixado claro que o dedo seria necessário para operar o iPhone, mas Fadell conta que pediu, às escondidas, que a equipe trabalhando na tela se assegurasse de que ela também seria compatível com canetas óticas.

Em nove de janeiro de 2007, hordas de jornalistas e fãs lotaram o centro de convenções Moscone Center, em São Francisco, para acompanhar uma palestra de Jobs.

Fadell conta que bilionário não tinha levado um aparelho pronto, mas ainda assim ele ficou conhecido como o “Jesus phone”.

Parte da imprensa zombou da maneira pomposa com que o iPhone foi lançado, algo também visto na concorrência – Steve Ballmer, na época o CEO da Microsoft, caçoou abertamente do aparelho, classificando-o como uma “máquina de mandar emails” que não era muito boa e não teria apelo para usuários de negócios. “Rimos dele e rimos da Blackberry”, conta Fadell.

“Aprendi com Steve Jobs que, sempre que criamos um produto novo, você causa preocupação quando concorrentes e a imprensa zombam.”

Desde aquele dia, já foram vendidos mais de um bilhão de iPhones.

Fontes: Tecnologia e Ciência por BBC BRASIL