A população de onças-pintadas do Parque Nacional do Iguaçú, no Paraná, cresceu 70% desde 2010. O aumento foi observado tanto no lado brasileiro como no lado argentino da unidade de conservação. O resultado decorre de projetos do governo federal para repovoamento da espécie.

O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, explicou que o crescimento indica avanços para toda a biodiversidade da região. “A onça-pintada está no topo da cadeia alimentar, e o aumento na população serve como termômetro para medir a eficiência do parque em manter seus serviços ecossistêmicos”, afirmou. O ministro acrescentou que novos investimentos devem ser realizados na região. “Já estamos verificando novas trilhas e novas ações”, adiantou.

Ao todo, 1,6 milhão de pessoas visitaram o Parque Nacional do Iguaçú no ano passado. O presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Ricardo Soavinski, destacou que as parcerias trouxeram melhorias para a unidade. “Antes, tínhamos menos visitantes e mais impactos no parque. Agora, são mais serviços e menores impactos que resultaram, por exemplo, no aumento das populações das onças-pintadas”, explicou. Segundo ele, o plano de manejo está em atualização e permitirá novas melhorias para a unidade.

Carnívoros do Iguaçú

O repovoamento é resultado dos avanços do projeto Carnívoros do Iguaçú. A medida surgiu nos anos 90 por iniciativa do pesquisador e analista aposentado do ICMBio, Peter Crawshaw Jr., que constatou o declínio da população local de onças-pintadas.

O Parque abriga a maior e mais meridional população da espécie no Brasil, conhecida como o maior felino das Américas e, atualmente, ameaçada de extinção.

O projeto Carnívoros do Iguaçu foi retomado em 2009, com apoio do Centro Nacional de Conservação e Mamíferos Carnívoros (Cenap), em parceria inédita entre instituições públicas e privadas que possuem concessão para exploração turística do parque. Em 2010, um acordo de cooperação internacional com a Argentina incrementou a iniciativa.

Fonte: Portal Brasil