Geralmente, não toco em temas políticos simplesmente porque sinto enorme respeito por diferentes pontos de vista, e sempre tento buscar conhecimento e informações para tomar minhas próprias decisões. Esta reflexão não tem intuito político, trata-se apenas de uma visão ampla de uma cidadã com amor ao mundo em que vivemos.

Entretanto, estamos vivendo momentos intensos e determinantes no mundo. Onde sentimentos fortes estão se aflorando nos quatro cantos da terra, tanto no ocidente como no oriente. E todos os dias a mídia nos bombardeia com alertas e atualizações de tantos tópicos importantes e cruciais que estão transcorrendo com uma rapidez incrível.

E refletindo sobre cidadania e patriotismo com todas as suas definições, torna-se inevitável não perceber e pensar que ambas deveriam estar sempre juntas, visto que uma complementa a outra em termos de afinidade e sintonização. Uma definição simplificada é que a “cidadania seria o exercicio de seus direitos e deveres e patriotismo o sentimento que você sente em referência à pátria”. Lembrando que ser patriota não quer dizer que você concorda com o tipo de governo vigente, mas sim amor a sua terra de origem ou o seu país de escolha. Muitos acabam deixando seu país e se aventuram imigrando para outros por diversos motivos.

Ainda assim, é importante que como filhos de uma mesma pátria, independente de todas as nossas diferenças e diversidade, que nossa admiração, respeito e senso de união nos conectem de uma maneira única e valiosa. Uma união por um amor em comum “.

Somos sim diferentes uns dos outros devido aos nossos sonhos, propósitoso que nos tornam pessoas únicas. E é nessa nave de sonhos e projetos pessoais que embarcamos para longe de nosso país de origem. Longe fisicamente, porque de uma forma muito especial e única, a distância é incapaz de separar os sentimentos e apagar as boas experiências vivenciadas e que nos acompanham na bagagem e que nunca ficam para trás.

No meu caso, sendo cidadã de dois países extraordinários ainda com culturas tão diferentes desde assim, mesmo com tantas distinções, atravessam por problemas diferentes com algumas dificuldades semelhantes. Costumo mencionar a alguns amigos próximos que, ao ter sobrevivido ao ataque terrorista em solo americano, foi como parte de mim tivesse morrido e algo nascido naquele dia naquele lugar.

Algo difícil de explicar em poucas palavras essa experiência única e impactante, que partindo de uma sensação passou a gerar um sentimento. Independente da forma de descrever esse sentimento, eu me sinto honrada com essa ligação especial e única. Devo admitir que passei a ver o mundo através de uma perspectiva mais ampla e abrangente em vários sentidos.

No entanto, ao ter sobrevivido a tantas circunstâncias adversas, o destino me mostrou emoções e experiências pessoais tanto negativas como positivas de que não há como negar que o amor, o carinho e o respeito que tenho ao país que vivo é enorme. Com o tempo a decisão de me tornar cidadã fluiu naturalmente. Que todos possam sentir esse sentimento especial com os países que irão escolher e que consigam unir o presente com o passado como um todo para que suavizem qualquer sensação de ruptura. É algo incrível de sentir, é sem sombra de dúvida uma honra.

Portanto, independente da situação e dos motivos pessoais que levam ou não uma pessoa a obter uma dupla cidadania, ou ainda em manter o orgulho pela sua pátria de origem, que seja com amor, respeito, orgulho e honra sempre.

Abraçar a nova pátria que lhe acolheu com a mesma honra e amor. Então, que sejamos mais vigilantes e abertos a opiniões a atualizações para o bem comum da pátria e com nossos compatriotas. Nao necessitamos concordar com nenhum politico para sermos ou demonstrar nosso patriotismo.

Então termino com uma frase famosa de um ilustre doutor que passou por muitas situações na pele e ainda teve energia para inspirar mudanças para que possamos refletir: “O que me preocupa não é o grito dos corruptos, dos violentos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem éticas… O que me preocupa é o silêncio dos bons”. Martin Luther King

Sorria sempre para o mundo! Sempre!

ADRIANA MALUENDAS
Autora & escritora
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