Eu estudava em Washington, D.C. e trabalhava algumas horas por dia na nossa embaixada. No carnaval de 1974, reservei uma mesa, que acabou sendo identificada com o nome da embaixada, e talvez por causa disso nos deram uma mesa de pista. Éramos sete amigos brasileiros, todos estudantes, e fomos ao baile do hotel Waldorf Astoria.

Conheci a “odalisca” no próprio baile e logo depois um fotógrafo perguntou se podia tirar uma foto. Concordamos. O baile acbou e nunca mais a vi.

Em fevereiro do ano seguinte, casei-me com minha primeira mulher. No dia em que voltei da lua-de-mel, meu chefe, que estava hospedado no hotel Argentina, no Rio de Janeiro, viu o jornal na recepção. Apanhou uma cópia e levou ao trabalho. De repente, estou eu trabalhando normalmente em minha sala, quando todos os funcionários do escritório (cerca de 25) entraram em minha sala e me “confrontaram” com a foto. A gozação foi imensa. Confesso que fiquei muito sem graça.

Não, a história não terminou aí, não. Minutos depois dessa “confrontação”, fui convocado para uma reunião com meu chefe e o chefe dele. Tudo correu bem, mas minha esposa resolveu justamente naquele dia fazer uma visita e me levar para almoçar.

Ocorre que eu havia dobrado o jornal contendo a foto e o coloquei na minha primeira gaveta. Quando minha esposa chegou, a secretária muito gentilmente a levou à minha mesa e ela sentou em minha cadeira. Como notadamente as mulheres são geralmente mais curiosas que os homens, adivinha o que ela fez? Pois é, abriu a gaveta e viu o “crime” registrado no jornal. Vocês nem imaginam o “bode” que aconteceu. Mas finalmente tudo terminou bem.

Fonte: Por João Gonçalves de Souza Junior