A vocação para a aviação iniciou em 1912, quando o Aeroclube Brasileiro recebeu da União parte do terreno da “Invernada dos Afonsos”, para que nele fosse construído o aeródromo.

Em 1913 surgiu ali a primeira escola de aviação do Exército, a Escola Brasileira de Aviação (EBA), a qual foi inaugurada em 1914, recebeu 60 militares do Exército e da Marinha e contava com instrutores estrangeiros.

Poucos meses depois, a escola faliu, em consequência do início da I Guerra Mundial.

Ficaram, contudo, os hangares e os aviões para uso do Aeroclube Brasileiro civil, que também desenvolvia ampla atividade aviatória no Campo dos Afonsos, no mesmo período.

Ao fim da I Guerra Mundial, o Campo dos Afonsos passou a ser, novamente, utilizado pelo Exército Brasileiro em atividades aeronáuticas.

Assim, em 1919, foi criada a Escola de Aviação Militar (EAM), com o apoio da Missão Militar Francesa de Aviação, que preparou aviadores militares e mecânicos para o Exército até a década de 40.

O desenvolvimento da Aviação no Brasil encorajou à criação da “Arma de Aviação”, em 1927.

Em seguida, Bandeirantes do Ar passaram a defender a criação do Ministério do Ar, como um instrumento fundamental de Defesa Nacional.

Foi nos Afonsos que o então Major Eduardo Gomes, comandando o Grupo Misto de Aviação e o 1º Regimento de Aviação do Exército, iniciou a trajetória aeronáutica.

Neste Campo, também, a indústria aeronáutica deu os seus primeiros passos e possibilitou o surgimento de talentos da engenharia brasileira, como o então Capitão Antônio Guedes Muniz, projetista do primeiro avião a ser construído em série no Brasil, o M7.

O local também foi o berço do Correio Aéreo Nacional (CAN), uma das mais importantes iniciativas de integração do território brasileiro.

É importante destacar que, nos Afonsos, desenvolveu-se parte significativa da história do Ministério da Aeronáutica.

A passagem de Comando das Armas de Aviação Naval e de Aviação Militar ocorreu em 1941.

A antiga Escola de Aviação Militar foi desativada e, em seu lugar, criou-se a Escola de Aeronáutica, também em 1941, que passou a formar os aviadores militares do país até 1971, quando foi transferida para cidade de Pirassununga-SP e passou a denominar-se Academia da Força Aérea (AFA).