O estereótipo do nova-iorquino é de alguém apressado e desatencioso, que considera todo turista um caipira, mas a verdade é que Nova York tem de tudo. Um nova-iorquino pode ser de fato mal-humorado e o outro mostrar-se extremamente simpático. Aliás, em Nova York é possível cruzar com todo tipo humano imaginável.

Os new yorkers

Os nova-iorquinos, ou new yorkers, como os habitantes de certas outras grandes cidades dos EUA, fazem parte da parcela mais instruída, crítica e cosmopolita da população norte-americana. Cerca de 64% de seus habitantes são “nativos”; o restante nasceu no exterior.

Salada racial

Com aproximadamente 20 milhões de habitantes em sua área metropolitana, a Big Apple é uma salada racial. Sua população branca (37%) constitui o principal grupo étnico, mas Nova York é também habitada por hispânicos (27%), por negros não-hispânicos (26%) e por asiáticos (10%). Essa proporção sofre variações ao sabor das ondas de imigrações; Nova York é a segunda cidade dos EUA que mais recebe estrangeiros, depois de Los Angeles.

O conceito de etnia e raça dos americanos

Os norte-americanos tendem a utilizar uma classificação que leva mais em conta a nacionalidade e a origem geográfica do que a “raça”. São chamados de “brancos” os descendentes de colonizadores europeus e pessoas “brancas” de nacionalidade européia. Os latino-americanos em geral são chamados “hispânicos”, inclusive nós, brasileiros, que não falamos espanhol. Mas tente explicar que você não é hispânico! Se muitos nova-iorquinos sabem perfeitamente o que vem a ser um “brasileiro”, a maioria dos americanos, principalmente no Centro-Oeste do país, têm uma vaga idéia de que des-cendemos do mesmo ancestral latinopiteco que os hispânicos e que habitamos alguma ilha caribenha infestada de macacos e jacarés.

“Negros” somente os afro-descendentes nascidos nos EUA

A classificação “negros” aplica-se somente aos afro-americanos, inclusive mestiços; os negros e mulatos latino-americanos são considerados “hispânicos”, exatamente como a Gisele Bündchen. Por outro lado, dois negros, um “americano” e um cubano, estariam em categorias diferentes.

Imigrantes acabam por se concentrar em determinadas regiões conforme sua origem: há um bairro irlandês, um italiano, um chinês, um porto-riquenho, etc. Little Brazil, porém, não é um “bairro brasileiro” e sim uma rua. A Rua 46. La há um comércio diversificado, bares e restaurantes brasileiros, agencia de turismo brasileira, mas moram poucos compatriotas.

A rivalidade entre New York e Boston

Existe uma folclórica rivalidade entre Nova York e Boston, cidade no Estado de Massachusetts, sobretudo no beisebol (os Red Sox e os NY Yankees são inimigos mortais!). O bostonian, que se considera herdeiro da elegância britânica, encara o new yorker como um ser impolite que só pensa em correr atrás de dinheiro. O nova-iorquino, por sua vez, acha o pessoal de Boston metido a besta. Essa disputa cultural sadia passa por cada geração.

Fonte: www.manualdoturista.com.br