Como o mundo alimentará uma população global de bilhões de pessoas até o ano de 2050?

Essa é uma das perguntas do Departamento de Ciências dos Animais da Universidade Estadual e Instituto Politécnico da Virgínia (Virginia Tech) discutiram com homólogos da Universidade de São Paulo. Eles se reuniram durante um simpósio no início do ano no Brasil sobre temas como bem-estar animal e produtividade.

Os agricultores brasileiros têm “enorme potencial no que se refere a alimentar uma boa parte do mundo, disse David Gerrard, chefe do Departamento de Ciências dos Animais e das Aves da Virginia Tech.

O clima quente do ano todo no Brasil, permite que os agricultores produzam mais de uma safra de milho por ano, enquanto os agricultores dos EUA produzem milho uma vez por ano no verão. O Brasil também já possui o dobro de gado se comparado com os EUA.

Saulo da Luz e Silva, chefe do Departamento de Ciências dos Animais da Universidade de São Paulo, disse que tanto os EUA quanto o Brasil “são grandes protagonistas no mercado mundial de alimentos”, especificamente no de carne. “A união desse conhecimento terá um impacto importante para os sistemas produtivos dos dois países e, consequentemente, para o mundo”, afirmou.

“Muitos dos problemas que enfrentamos nos EUA são semelhantes aos enfrentados no Brasil”, disse Bain Wilson, especialista em Nutrição de Carne Bovina da Virginia Tech.

Virginia Tech aguarda com expectativa a próxima fase da colaboração entre os EUA e o Brasil. Cientistas e estudantes de pós-graduação saem da Universidade de São Paulo rumo à Virginia Tech a fim de continuar suas pesquisas.

“Embora os EUA possam estar mais adiantados em algumas questões, o Brasil está mais à frente em outras. Vamos colaborar com os brasileiros no aprimoramento do trabalho de ambos os países visando melhorar o bem-estar dos animais”, disse Erica Feuerbacher, especialista