Entre as muitas oportunidades de cursos de imersão lançadas no Brasil para desenvolver o lado empreendedor do brasileiro, viver a experiência da rotina e de como tudo começou nas maiores empresas de tecnologia no Vale do Silício, tem sido a principal escolha para quem busca aprimorar conhecimento e lançar novos projetos com perspectiva ilimitada.

De acordo com uma pesquisa realizada pela BayBrazil, mais de 30 empresas brasileiras estão operando no Vale do Silício.

Trata-se de um local em que estão reunidas empresas com grande potencial de crescimento e lucratividade.

O Vale do Silício está localizado na Califórnia, em São Francisco e é considerado um centro de conhecimento, oportunidades, capital financeiro e investimentos.

A integração de grandes talentos, com profissionais que tem as habilidades mais procuradas no mercado, também é um fator importante.

O perfil dos empreendedores é na maioria homens entre 40 e 49 anos; do total da pesquisa, 28% são mulheres.

Além da busca em criar um novo ambiente de trabalho em que todos produzem com ‘pensamento global’, os brasileiros querem aprender a viver o dinamismo americano ‘fora da caixa’. Aumentar a capacidade de pensamento altruísta e se tornarem idealizadores de sonhos e enxergar de fato o potencial no seu país.

Valquiria Logatti, 24, brasileira, formada em Administração pela FAAP, reside em São Paulo e contou um pouco sobre sua experiência no Vale do Silício.

The Brasilians: O que você buscava encontrar no Vale do Silício e que superou suas expectativas?

Valquíria Logatti: Se eu te contar o por quê resolvi ir para o Vale do Silício, ninguém acreditaria (risos).

Eu esperava muito encontrar no Vale todas as empresas que se situam lá, tais como: Google, Facebook, Tesla, Hp… Mas quando eu comecei a vivenciar a vida no Vale, era muito mais que isso. O mindset lá é totalmente diferente. Os costumes. A agilidade das coisas. Quero citar um exemplo para vocês terem noção: no Vale, reuniões super importantes em Startups e grandes empresas são feitas em até 23 minutos. Ou seja, em 23 minutos está pronto um projeto. Isso não é incrível?!

TB: Qual era sua rotina na cidade e quais lugares indica para os brasileiros visitarem?

VL: Como eu estudava em periodo integral, minhas aulas acabavam as 17h. Muitas vezes encontrava com grupo de amigos e em um desses encontros saiu até um projeto de startup. Indico muito para que os brasileiros explorem todas as empresas de tecnologia que tem lá, visitem os shoppings (a segurança é feita por robos que andam pelo shopping monitorando tudo), indico também que conheçam uma loja que possui todos os produtos de startups que se chama B8TA, entre outros.

TB: No final dessa jornada por busca de informação durante 1 ano, o que mudou na sua carreira profissional?

VL: Me juntei com autoridades em empreendedorismo e inovação no local mais inovador do planeta, que está desafiando e reinventando todos os setores da economia. Esse networking é fantástico, porque mesmo de longe mantém todos os nossos “calls”.

Retornando ao Brasil, agora em 2019, tive a honra de entrar para uma empresa em que posso aplicar boa parte do que estudei no Vale e esse tem sido o maior desafio que eu criei para mim. Nos tempos atuais, o mercado está cada vez mais desafiador, testa a capacidade das empresas de transpor os obstáculos econômicos e políticos e é por isso que admiro tanto o empreendedor brasileiro que ainda assim em meio a crises econômicas persiste e acredita no futuro do nosso país.

Conheça alguns termos utilizados no Vale do Silício que viraram identidades para empresas e empreendedores:

• Intellectual Courage: Continuar firme com suas convicções, opiniões ou valores, ignorando quaisquer ameaças ou persuasão;

Design Thinking: Termo utilizado para o método de estratégia de resolução de problemas, onde os dados recolhidos são expressados visualmente a fim de criar novas estratégias, métodos para resolver problemas, criar oportunidades ou reforçar fraquezas.

• Future Trends: Tecnologias e projetos que serão utilizados no futuro. Essas tendências ditam o rumo dos estudos e investimentos.

• Personal Informatics: Classe de ferramentas que ajudam a recolher informações pessoais relevantes para efeitos de autorreflexão e auto monitoramento.

• Designing with Risk in Mind: Quando cria-se um projeto já pensando nos possíveis riscos e barreiras que aparecerão durante o processo.

• Angel Investor: Pessoa física que faz investimentos com seu próprio capital em empresas nascentes com um alto potencial de crescimento, como as startups.

• Venture Capital: Define todas as classes de investidores de risco. Seu objetivo é ajudar empresas a crescer e fazer uma grande operação de venda, fusão ou abertura de capital no futuro.

ARYANE GARCIA
Jornalista, @aryanegarcia
www.aryanegarcia.com