Para que uma empresa se mantenha competitiva e obtenha destaque no mercado, um dos diferenciais é uma formação de preços dos produtos adequada ao negócio. Segundo a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), o comerciante deve ter o conhecimento completo dos custos e das despesas operacionais para administrá-los de forma coerente, posicionando-se melhor do que o concorrente.

De acordo com a Entidade, é preciso se atentar aos custos diretos, tais como mão de obra e fornecedores; e aos custos fixos, tais como salários, impostos, internet e taxas bancárias. Completam a lista custos indiretos, depreciação e manutenção de equipamentos, prestadores de serviço, custos variáveis, fretes de vendas, comissões, horas extras, entre outros. A receita gerada deve ser subtraída da somatória desses números de custos, que precisa ser satisfatória para cobrir a despesas fixas e obter lucro, assim, será constituída a margem de contribuição, ou seja, o que cada produto colaborou individualmente para a formação da receita líquida.

Ainda é necessário encontrar o preço específico de cada peça. Para isso

usa-se o markup, o cálculo é feito por meio dos porcentuais das despesas variáveis e fixas e do lucro almejado. A fórmula utilizada é a markup = 100 / [100 – (DV + DF + LP)].

Em pequenos estabelecimentos, normalmente o próprio empreendedor é o responsável pela formação de preços. Nessa realidade, a FecomercioSP sugere buscar dados com o contador para utilizar os relatórios financeiros nessa tarefa. Pode-se também optar por uma consultoria especializada, as assessorias econômicas juniores dentro das universidades ou investimentos em cursos para treinamento próprio seriam opções acessíveis.

Contudo, quando o negócio se expandir, a Entidade recomenda a contratação de um analista de custos. Porque se não houver um profissional capacitado, corre-se o risco de: não contabilizar as despesas fixas; copiar preços dos concorrentes; esquecer dos impostos; confundir margem com lucratividade; ou não saber realizar aumentos.

A Federação lembra que nem sempre o reajuste de preços acompanha a inflação, pois alguns itens podem não ter sofrido alteração. É importante o conhecimento de toda a cadeia produtiva, analisar os índices inflacionários e fazer um comparativo dentro do setor de atuação.

Fonte: Imprensa Fecomercio