“O homem do século vinte faz o Seguinte:
Isola-se no meio da multidão.
Sente solidão.
Vivendo com outros em redor.
Como?
Sei lá, Só sabe uma palavra decor: “Eu”
E no seu edifício
Cheio de moradores….cem, duzentos
Ele acha difícil
Sair do seu apartamento
E dizer: “Bom dia”
Triste não???
Sentir solidão
Por omitir a comunicação que devia
Entra no prédio
Dá de cara com o zelador
Vai para o elevador e fica mudo
Que remédio? Não querer abrir a boca, e pensa:
“Aquela menininha parece louca
Aquele velho tem cara de quem é chato
Aquela senhora fala demais, gesticula assim…assim
Não, não vou fazer nenhum ato
Que os aproximem de mim.
Prejulgando acha que ninguém presta, ninguém serve
O elevador demora
Aperta, aperta o botão
Ferve
Não fala
Se cala
Detesta,
Mantem a solidão
E a caminho de sua “gaiola”
Não dá bola
Aperta só o botão do seu andar
Não faz favor, nem pra quem entra com pacote grande.
Não, não tem ajuda,
Sua atitude não muda;
A pessoa que mande um “boy” carregar…
Não colabora nem no botão,
Não faz uma pergunta,
Sobe junto e não se junta.
…olhos fitos no chão
Sem sorriso, sem contato
Sem “oi”
Sem “como foi”
Sem nada
Chato.
Dez centímetros de tijolos
Separa nos apartamentos os habitantes,
Parecem maquinas sem miolos,
Frias e no relacionar titubiantes.
Um não sabe do outro o nome, a profissão, gostos,
Não repara nos rostos
Solidão, solidão, solidão
E assim vivendo, entre elementos da mesma raça,
Ele fez consigo mesmo uma pirraça, e vai sozinho, morrendo…
Só, entre tantos e tantas idades, sentindo uma estranha saudade,
E sem festejo, sem gracejo, sem comunicação.
Fica sem saber o que é comunidade.

Se vc for pequeno demais para amar as pessoas, não as odeie.”

OLGA MARIA A.M. ARASHI
Sábia, literária, pensadora & filósofa

Olga Maria de Almeida Moreira Arashi, mulher brasileira, guerreira, forte, nobre, de coração puro como o ouro, com olhar terno e que conforta, mesmo só enxergando com a alma. Poetisa da vida, capaz de rir de si própria e da vida. Ilumina tudo quando o dia nasce escuro. Às vezes ela é tão especial, tão transcendental, que ela é assim e pronto. D. Olga caminha segura de si porque tem orgulho de ser quem é. É heroina de si mesma e a rainha de seu reino.