Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, nasceu na cidade de Serra Talhada, em Pernambuco, no dia 7 de julho de 1897. Era o terceiro filho de uma família de sete irmãos, sabia ler e escrever. Ajudava na pequena fazenda do pai cuidando dos animais.

O cangaço o atraiu, em 1915, depois que sua família foi acusada de ter roubado alguns animais da fazenda de seus vizinhos, a família Saturnino, ligada à oligarquia. Depois de certo tempo, os irmãos Ferreira mataram alguns gados do vizinho e foram perseguidos pela polícia. Na fuga, sua mãe não resistiu e a polícia matou seu pai. Virgulino encarregou um irmão de cuidar dos irmãos menores e, com os dois mais velhos passou a percorrer os estados nordestinos, fazendo justiça com as próprias mãos.

O bando justiceiro invadia as fazendas, saqueava os comerciantes e distribuía com os mais pobres uma parte do que recolhia. Por onde passava, torturava e matava, deixando um rastro de destruição e crueldade.

Em 1923, o bando sofreu sua primeira emboscada no município de Nazaré do Pico, em Pernambuco. O combate se deu na praça, com a ajuda dos civis nazarenos. Era o início da Força de Nazaré, a mais importante perseguidora de Lampião. Em 1926, Lampião é chamado para combater na Coluna Prestes e recebe a patente de capitão.

Dois anos depois, em 1929, chegou ao povoado de Malhado da Caiçara quando conheceu Maria Gomes de Oliveira, que tinha 19 anos e morava com os pais, depois que se separou do marido. Logo, Maria entrou para o cangaço e tornou-se a famosa companheira de Lampião, “Maria Bonita” e tornou-se a primeira mulher a ingressar no cangaço. Em 1932 nasceu Maria Expedita de Oliveira Ferreira Nunes, a filha do casal.

Durante os anos de cangaço, Lampião zombou das polícias, do governo e das pessoas influentes. Conseguia despistar os policiais, que ele chamava de macacos, usando várias estratégias. Uma delas era mandar o bando calçar as alpercatas ao contrário para deixar o rastro em direção oposta. Foi temido e amado.

Lampião usava uma roupa semelhan-te a dos batalhões militares e óculos que o caracterizou. Seu apelido, dizem que surgiu da cor do cano de seu rifle, que ficava em brasa depois de vários tiros, parecendo um lampião.

Na madrugada de 28 de julho de 1938, na Grota de Angico, no povoado de Poço Redondo, em Sergipe, Lampião, Maria Bonita e seu bando, foram mortos num ataque comandado pelo tenente João Bezerra. Suas cabeças foram decapitados e suas cabeças mumificadas e expostas em Santana do Ipanema, Alagoas. Depois foram levadas para o Museu Nina Rodrigues, na Bahia, até serem enterradas em 1968.

Lampião morreu na Grota de Angico, em Poço Redondo, Sergipe, no dia 28 de julho de 1938.

Fonte: www.ebiografias.com, por Dilva Frazão