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O corpo de Juliana Marins foi resgatado nesta quarta-feira (25) da cratera do Monte Rinjani pelas equipes de socorro da Indonésia. A informação foi confirmada pela Agência Nacional de Busca e Resgate (Basarnas), em entrevista a uma emissora de TV local e também confirmada pela família da jovem.

De acordo com a agência, o resgate levou mais de sete horas de trabalho.

Parte do trajeto, que envolveu içar o corpo e levá-lo de maca até uma base, foi filmada por um montanhista que ajudou no resgate.

A brasileira despencou de um penhasco que circunda a trilha que leva ao topo do vulcão no sábado (21) e se encontrava a cerca de 650 metros abaixo do ponto de onde caiu. Desde então, ela ficou sem água, comida e agasalhos, e o resgate foi impossibilitado por motivos climáticos.

Juliana tinha 26 anos, era natural de Niterói e, desde fevereiro, viajava pelo Sudeste Asiático. Segundo relatos de turistas que avistaram Juliana com o uso de drone, ela estava debilitada e não conseguia se mexer.

Por conta das condições meteorológicas diversas, terreno complicado e problemas na logística das operações de resgate, Juliana não foi resgatada a tempo.

Apenas na terça-feira (24), um resgatista conseguiu chegar até ela, mas a brasileira já tinha morrido.

Homenagem

O pai de Juliana, Manoel Marins, fez uma homenagem para a filha em suas redes sociais.

“No início deste ano [ela] nos disse que faria esse mochilão agora enquanto era jovem e nós a apoiamos. Quando lhe perguntei se queria que lhe déssemos algum dinheiro para ajudar na viagem, você nos disse: jamais. E assim você viajou com seus próprios recursos que ganhou como fruto do seu trabalho. E como você estava feliz realizando esse sonho. E como nós ficamos felizes com a sua felicidade. Você se foi fazendo o que mais gostava e isso conforta um pouco o nosso coração”, finalizou.

Fonte: Agência Brasil e www.brasildefato.com.br

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