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Elon Musk contesta reeleição de Lula

Trilionário ataca a vitória do presidente no segundo turno e semea dúvidas sobre o processo eleitoral brasileiro.

O empresário Elon Musk recorreu à sua rede social X nesta segunda-feira (26) para promover teses golpistas e tentar desacreditar o resultado da eleição presidencial no Brasil, na qual o presidente Lula (PT) venceu Flávio Bolsonaro (PL).

“A matemática não fecha”, disparou o trilionário em publicação na plataforma. No post, Musk contesta a evolução do presidente reeleito, que saltou de 53,9 milhões de votos no primeiro turno para 64,1 milhões no segundo. Alegando ser “improvável” o crescimento de 10,3 milhões de sufrágios conquistados por Lula, o dono da rede social definiu o placar final das urnas como inacreditável.

No entanto, os dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desmontam a narrativa do bilionário. O avanço numérico de Lula é explicado pelo recebimento de votos vindos da terceira via, pela queda na quantidade de votos brancos e nulos e por uma redução histórica na abstenção. O índice de eleitores ausentes caiu de 21,08% para 19,21% — um recuo de 1,87 ponto percentual —, o que levou mais 2,83 milhões de brasileiros às urnas no segundo turno.

Em outra investida registrada na mesma jornada, o dono do X compartilhou uma postagem de Martin de Luca, advogado com atuação para empresas ligadas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “Uau”, reagiu o empresário ao impulsionar o conteúdo que colocava sob suspeição a prorrogação do horário de votação no país.

Na publicação referendada por Musk, De Luca criticou a celeridade da decisão tomada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), levantou ilações sobre manipulação no pleito e comparou o presidente brasileiro ao ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, sequestrado por forças norte-americanas neste ano.

“Se essa manipulação descarada das eleições pode ser usada para anunciar que Lula venceu, será que Lula espera seriamente que alguém na comunidade internacional reconheça isso como uma eleição livre e justa? Ele sabe que ninguém vai”, escreveu o advogado no texto republicado pelo bilionário.

A prorrogação das urnas, contudo, atendeu a um requerimento feito pela equipe jurídica de Lula — e também solicitado pela campanha de Flávio Bolsonaro — em razão de entraves observados no transporte público em ao menos dez estados. Entre as localidades com problemas reportados no deslocamento de votantes estavam Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas, na Bahia.

Ao analisar o pedido, o ministro Zanin estendeu o encerramento da votação das 17h para as 19h (horário de Brasília). O magistrado pontuou posteriormente que a instrução se aplicou estritamente às seções que continuavam com filas e abertas, sem reabrir uranistas já encerradas. De acordo com a representação do petista, a dilação foi fundamental para assegurar a “igualdade entre os eleitores”.

Fonte: Brasi247.com

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