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A Câmara Nacional Eleitoral (CNE) da Argentina divulgou neste domingo (26) os resultados oficiais das eleições legislativas nacionais de 2025, confirmando uma vitória expressiva do partido governista La Libertad Avanza, que obteve 40,84% dos votos em todo o território argentino. A principal força opositora, Fuerza Patria, ficou com apenas 25%. As informações são do canal C5N.

De acordo com a CNE, os números refletem a apuração de 96% das mesas eleitorais. O oficialismo recebeu amplo apoio em todo o país, conquistando vitórias em 16 províncias, incluindo Buenos Aires, onde a chapa liderada por Diego Santilli (41,52%) superou o peronismo (40,84%) — um resultado simbólico, já que nas eleições locais, realizadas há pouco mais de um mês, o peronismo havia vencido por 14 pontos de diferença.

As eleições, que definem a composição da Câmara dos Deputados e do Senado, registraram participação abaixo de 70%, o menor índice desde o retorno da democracia na Argentina.

O chefe de gabinete Guillermo Francos destacou que o pleito representou “um forte respaldo nacional ao governo”. Segundo os resultados oficiais, o La Libertad Avanza venceu em Buenos Aires, CABA, Chubut, Corrientes, Córdoba, Entre Ríos, Jujuy, La Rioja, Mendoza, Misiones, Neuquén, Río Negro, Salta, San Luis, Santa Fe e Tierra del Fuego.

Por outro lado, o Fuerza Patria ficou em primeiro lugar em Catamarca, Formosa, La Pampa, San Juan, Santa Cruz e Tucumán.

Presidente Mieli afirma que começa “a era da Argentina livre e grande”

Em um discurso eufórico no Hotel Libertador, em Buenos Aires, o presidente da Argentina, Javier Milei, celebrou a vitória da coalizão La Libertad Avanza (LLA) nas eleições legislativas deste domingo e antecipou uma nova fase de transformações no país. A informação é do canal argentino C5N.

Milei afirmou que, a partir de 10 de dezembro, quando tomarem posse os novos deputados e senadores, o governo impulsionará “o Congresso mais reformista da história argentina”. Segundo ele, o resultado nas urnas — com triunfo em 16 dos 24 distritos — representa uma ratificação de seu programa de governo e o início de uma “nova era” para o país.

“Hoje foi um dia histórico. O povo argentino decidiu deixar para trás 100 anos de decadência. Começa a construção da Argentina grande”, declarou o presidente, em meio a aplausos.

Milei busca nova base de apoio político

O discurso teve tom de celebração, mas também de pragmatismo. Milei convidou os governadores a participar de uma mesa de diálogo para discutir um novo marco de acordos políticos e econômicos — um movimento interpretado como tentativa de garantir governabilidade na segunda metade do mandato.

“Por fora dos inadaptados de sempre, há dezenas de deputados e senadores a quem um mais um dá dois. Agora sim poderemos converter em leis as bases do Pacto de Maio”, afirmou o presidente.

Com os novos resultados, o partido de Milei passou de 37 para 101 deputados e de 6 para 20 senadores, ampliando significativamente sua força parlamentar. Segundo o mandatário, essa maioria permitirá avançar nas reformas estruturais que vinham sendo bloqueadas pelo Congresso.

“Populismo nunca mais”

Durante o discurso, Milei voltou a criticar os governos anteriores e exaltou o apoio popular recebido.

“Os argentinos disseram basta ao populismo. Populismo nunca mais! Dois de cada três argentinos não querem voltar ao passado”, declarou. “Durante os próximos dois anos, temos que reafirmar o caminho reformista para consolidar o crescimento e o despegue da Argentina.”

O presidente também classificou o resultado como a confirmação do “mandato de 2023”, destacando que seu governo teria “evitado a queda da Argentina”, enfrentando o que descreveu como “um campo minado” deixado pelas gestões anteriores.

Bunker libertário e presença de aliados

No Hotel Libertador, Milei esteve acompanhado por figuras centrais de seu governo e da coalizão libertária: sua irmã Karina Milei, presidente da LLA e secretária-geral da Presidência; o presidente da Câmara, Martín Menem; o ministro da Economia, Luis Caputo; o ministro das Infraestruturas, Federico Sturzenegger; a ministra de Capital Humano, Sandra Pettovello; e o chanceler recém-nomeado, Pablo Quirno.

Também participaram a senadora eleita Patricia Bullrich, o assessor Santiago Caputo, o porta-voz Manuel Adorni, e os deputados Diego Santilli, Lilia Lemoine e Cristian Ritondo, entre outros dirigentes e apoiadores.

Com o fortalecimento de sua base no Congresso, Milei tenta consolidar sua agenda de desregulação econômica e redução do papel do Estado, prometendo acelerar as reformas após o reforço obtido nas urnas.

Fonte: brasil247.com

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