A epidemia de sarampo segue em expansão nos Estados Unidos, com um surto significativo na Carolina do Sul que já ultrapassou a marca de 600 casos confirmados. Autoridades de saúde informaram nesta terça-feira (20) que o avanço da doença ocorre em um contexto de crescente desconfiança pública em relação às vacinas, fator que tem contribuído para o reaparecimento do sarampo em países desenvolvidos, relata a Folha de São Paulo.
O cenário atual representa o pior surto de sarampo nos Estados Unidos em mais de 30 anos. Em 2025, o país contabilizou mais de 2,2 mil casos da doença e três mortes associadas às complicações da infecção. Já em 2026, os números continuam em trajetória de alta, indicando a persistência da crise sanitária.
Na Carolina do Sul, o departamento estadual de saúde registrou 88 novos casos desde a última sexta-feira (16), elevando o total para 646 infecções desde a identificação do surto, no segundo semestre do ano passado. Segundo as autoridades locais, a maioria das pessoas infectadas não havia sido vacinada contra o sarampo.
Os casos foram identificados em diferentes ambientes educacionais, incluindo escolas de ensino fundamental, médio e técnico, além de duas universidades, o que amplia o risco de disseminação comunitária da doença.
O secretário de Saúde do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Robert F. Kennedy Jr., conhecido por seu ceticismo em relação às vacinas, tem sido acusado de contribuir para o agravamento da crise ao alimentar temores sobre os imunizantes, em um momento em que especialistas defendem a ampliação da cobertura vacinal como principal estratégia de contenção.
O sarampo é uma doença altamente contagiosa, caracterizada por febre, sintomas respiratórios e erupções cutâneas. Em quadros mais graves, pode evoluir para pneumonia e encefalite, apresentando risco de morte, especialmente entre crianças não vacinadas e pessoas com o sistema imunológico comprometido.
Fonte: brasil247.com
