Estamos todos indo… para um lugar onde na certa iremos nos encontrar pessoas que marcaram nossas vidas.
Hoje falamos de Clara Angélica, que deve estar por lá.
Poderia defini-la como um ser bom, poético, sonhador e cheio de suas únicas razões e que esteve ao meu lado por muitos anos no The Brasilians. Acho que não saberia datar este período que passou muito rápido entre nós.
Entreguei a ela a responsabilidade da Editoria do caderno em inglês do jornal.
Soube, com competência, apesar de todos os nossos limites, levar a sua função com muito carinho e dedicação.
Tarefa nada fácil.
Entendo.
Foi um período de muita luta e aprendizado para todos nós.
Brigávamos, discutíamos, concordávamos algumas vezes com um único propósito de fazer o melhor de nós. E fazíamos como muitos profissionais que por ali passaram.
Amiga de artistas e intelectuais diferentes, promovia sempre no seu apartamento no Brooklyn, em Nova York, aos sábados, os saraus que marcaram a presença brasileira num todo de muitos acontecimentos.
Clara ou Clarinha como era chamada pelos seus amigos, como uma boa sagitariana, decidida e com raízes nordestinas era uma mulher forte, principalmente preocupada com a educação dos seus filhos Sacha e Vanessa até entregá-los prontos à vida.
Ambos, hoje, profissionais bem sucedidos em suas carreiras. (Missão cumprida )
Sem esquecer das netas, a sua mais recente e lógica paixão.
Lembro-me do seu retorno às suas raízes em Aracaju.
Confessou-me com entusiasmos, muito característico dela, que estava vivendo um período de plenitude, de felicidade no encontro de tudo que tinha deixado ali.
Lembranças antigas, amores que ficaram pelo caminho.
A última vez que falamos foi na Páscoa.
Dizia que estava saindo do hospital naquela semana.
Bem… como pertencemos ao mundo e não o mundo a nós, ela deixa pelo caminho o seu sorriso largo, a alegria de viver, alguns sonhos que não aconteceram, muitas saudades e recordações de coisas que nos marcaram.
Clara, Clarinha, Claridade existe muita luz no seu caminho na eternidade …
Deus sabe disto e concorda comigo.
EDILBERTO MENDES
Jornalista & Editor
