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França se mobiliza em protestos e piquetes em defesa da justiça social e democracia

Mais de 430 ações tomaram as ruas do país, com a participação de cerca de 250 mil pessoas, em um dia de intensos protestos contra as políticas de Macron.

Quarta-feira (10), a França assistiu a um poderoso movimento de mobilização social. De acordo com informações do jornal Humanité, dezenas de milhares de pessoas saíram às ruas para se opor às políticas do governo de Emmanuel Macron, fazendo-se ouvir nas principais vias do país, nas proximidades de escolas, hospitais e empresas. A força dos manifestantes foi sentida por toda a nação, com piquetes, marchas e bloqueios, além de manifestações simbólicas, como o ato de sentar-se em frente às brigadas de segurança.

A mobilização foi impulsionada pela busca por justiça, igualdade e democracia, reivindicações que, segundo os manifestantes, têm sido negligenciadas pelas autoridades. De acordo com a Confederação Geral do Trabalho (CGT), o Ministério do Interior registrou um total de 430 ações em todo o país, reunindo cerca de 250 mil pessoas. Apesar da dimensão dos protestos, o governo francês, representado por figuras como François Bayrou e Sébastien Lecornu, procurou minimizar a importância do movimento, tentando desvinculá-lo de sua origem popular.

Em uma aparente tentativa de desqualificar os protestos, o ministro do Interior, Bruno Retailleau, afirmou que o movimento, originalmente popular, foi “sequestrado por um movimento ultraviolento de ultraesquerda”. Ele declarou à imprensa que a esquerda e a extrema esquerda buscam um clima insurrecional no país, argumentando que não se trata de um movimento cidadão.

No entanto, tal discurso foi amplamente contestado pelas vozes da oposição, que argumentam que as demandas sociais são legítimas e urgentes, e não devem ser tratadas como mera polarização política.

Esse 10 de setembro ficou marcado não apenas pelos bloqueios e piquetes, mas também pela clara demonstração de que uma parcela significativa da população francesa está disposta a lutar contra as políticas econômicas e sociais do governo. O movimento, ainda que enfrentando críticas e tentativas de deslegitimação, segue firme em sua missão de cobrar mudanças que atendam às necessidades do povo francês.

Mais de 300 pessoas foram presas durante o dia de protestos antigovernamentais, informou o Ministério do Interior, que relatou atos de violência em várias cidades.

Em um relatório preliminar, a agência afirmou que 183 prisões foram feitas na região de Paris, com 430 incidentes registrados, incluindo aglomerações e tentativas de bloqueio de estradas, pontes, instituições e centros educacionais.

Segundo o Ministério do Interior, quatro membros das forças de segurança ficaram feridos durante um fechamento parcial até 13h, horário local.

Pesquisas publicadas nos últimos dias mostraram quase 50% de apoio ao movimento, que é uma expressão de raiva social em relação às políticas governamentais.

O plano orçamentário de 2026 apresentado em julho pelo então primeiro-ministro François Bayrou, que foi deposto na segunda-feira pela Assembleia Nacional, gerou indignação, incluindo medidas como € 44 bilhões em cortes e economias e a eliminação de dois feriados.

Fonte: www.brasil247.com

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