A população estimada do Brasil chegou a 214,2 milhões de habitantes (mais precisamente 214.211.951 de pessoas) em 2026, com data de referência em 1º de julho. Os dados integram as Estimativas da População, divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), estudo fundamental que serve como parâmetro ao Tribunal de Contas da União (TCU) para o cálculo do Fundo de Participação de Estados e Municípios, além de subsidiar diversos indicadores demográficos, econômicos e sociais do país.
O levantamento revela uma contínua e gradual desaceleração no ritmo de expansão demográfica nacional. O crescimento populacional brasileiro no período de 2025 a 2026 foi de 0,37%, registrando desaceleração quando comparado ao ritmo de crescimento observado entre 2024 e 2025, que havia sido de 0,39%.
Concentração urbana e metrópoles com mais de 1 milhão de habitantes
Apesar da tendência de desaceleração geral, a concentração populacional em grandes centros urbanos permanece expressiva. Quinze municípios brasileiros contam com mais de 1 milhão de habitantes e, juntos, somam 42,88 milhões de pessoas, o equivalente a 20% de toda a população do país. Dentro desse grupo seleto, apenas duas cidades não são capitais estaduais: Guarulhos (1.351.284 habitantes) e Campinas (1.189.761 habitantes), ambas localizadas no estado de São Paulo. Além disso, entre as metrópoles com mais de 1 milhão de moradores, apenas Manaus (AM) apresentou uma taxa de crescimento anual superior a 1% em relação a 2025 (alcançando 1,01%).
A lista dos cinco municípios mais populosos do Brasil permanece liderada por São Paulo (SP), com 11.911.337 habitantes, seguida por Rio de Janeiro (RJ), com 6.731.133; Brasília (DF), com 3.009.996; Fortaleza (CE), com 2.582.360; e Salvador (BA), que registra 2.559.945 moradores. Juntas, essas cinco cidades somam 26,79 milhões de pessoas, reunindo 12,5% da população nacional.
Considerando todas as 27 capitais estaduais e o Distrito Federal, a população somada atinge 49,4 milhões de habitantes, correspondendo a 23,1% do total nacional. Na ponta inferior em termos populacionais entre as capitais aparecem Palmas (TO), com 333.154 moradores; Vitória (ES), com 343.935; e Rio Branco (AC), com 390.058 pessoas.
A pesquisa chama a atenção para duas exceções estaduais nas quais a capital não é a cidade mais populosa: no Espírito Santo, Vitória (343.935 habitantes) é superada por Serra (586.901), Vila Velha (510.512) e Cariacica (376.914); enquanto em Santa Catarina, a capital Florianópolis (598.370 habitantes) tem população inferior à de Joinville (673.980 habitantes).
Retrato dos municípios: dos grandes centros às pequenas localidades
O estudo do IBGE traz ainda o mapeamento das 26 cidades com mais de 500 mil habitantes que não são capitais. Além de Guarulhos e Campinas, destacam-se no topo desse indicador São Gonçalo (RJ), com 959.977 moradores; Duque de Caxias (RJ), com 866.167; e Nova Iguaçu (RJ), com 843.367 pessoas. No total, esse grupo de municípios abriga 18,65 milhões de habitantes (8,7% da população brasileira).
No outro extremo do quadro demográfico, 2.467 municípios têm até 10 mil habitantes. Embora essa categoria represente 44,3% de todos os 5.571 municípios do país, a população somada dessas pequenas cidades é de 12,78 milhões de pessoas, o que equivale a apenas 6% do total nacional. As localidades menos populosas do Brasil são Serra da Saudade (MG), com 857 habitantes; Anhanguera (GO), com 906; Borá (SP), com 935; Araguainha (MT), com 989; e Nova Castilho (SP), com 1.070 moradores. Proporcionalmente, o grupo de municípios com até 20 mil habitantes registrou o maior número de cidades com redução populacional (40,2% do total). Em contrapartida, as cidades com população entre 100 mil e 500 mil habitantes foram as que mais apresentaram crescimento acima de 1%.
Panorama regional e dinâmica dos estados
Em relação às Grandes Regiões brasileiras, a distribuição da população mantém a seguinte configuração:
• Sudeste: 89,01 milhões de habitantes (41,6% do total do país)
• Nordeste: 57,36 milhões de habitantes (26,8%)
• Sul: 31,49 milhões de habitantes (14,7%)
• Norte: 18,92 milhões de habitantes (8,8%)
• Centro-Oeste: 17,40 milhões de habitantes (8,1%)
Entre as Unidades da Federação, São Paulo se consolida como o estado mais populoso, abrigando 21,6% da população nacional (46,17 milhões de habitantes). Em seguida aparecem Minas Gerais, com 10% (21,46 milhões), e Rio de Janeiro, com 8,0% (17,22 milhões). Por outro lado, as três menores populações estaduais situam-se na Região Norte: Acre, com 887,7 mil habitantes (0,41%); Amapá, com 809,9 mil (0,38%); e Roraima, com 761 mil pessoas (0,36%).
Quanto às taxas de crescimento geométrico entre 2025 e 2026, Roraima (3,01%), Santa Catarina (1,54%) e Mato Grosso (1,46%) apresentaram as maiores altas, sendo as únicas Unidades da Federação a crescerem acima de 1%. Os menores índices de expansão foram observados no Rio Grande do Sul (0,00%), Rio de Janeiro (0,01%) e Alagoas (0,01%).
A capital com maior taxa de crescimento populacional no período foi Boa Vista (RR), com alta de 3,19%. Por outro lado, confirmando a tendência já observada no Censo 2022, quatro capitais registraram retração populacional em comparação às estimativas de 2025: Aracaju (-1,21%), Salvador (-0,17%), Natal (-0,13%), Belém (-0,08%) e Belo Horizonte (-0,02%).
Fonte: brasil247.com
